terça-feira, 6 de setembro de 2011

As chuvas torrenciais iam chegar... e chegaram!

1ª postagem: 06 setembro/ 2011.

NOVA POSTAGEM(16/10/11)


PONTOS de ALAGAMENTO! OUTRA VEZ?

E porque, ano após ano, repete-se, monotonamente, este problema? Será insolúvel?

Não. Não o é. Há Soluções? Sim. O! que falta?

Vinham chuvas torrenciais. Chegaram! Imprevisíveis? Não! Gerarão prejuízos? Sim!

(Este BLOG (inicio: 06/setembro/11) teve mais de 300 visitas, por sua importância).

Não trataremos aqui do tema "Inundações", não só pela sua complexidade mas também porque foge totalmente de nosso objetivo. Enfocaremos os "Pontos de Alagamento" que são também muitos danosos à vida dos munícipes.

Lembremos que só no inicio deste ano, na Capital, houve mais de 200 destes Pontos, o que, de per si, já justifica promover pesquisas, porque há algumas razões que desencadeiam este processo e novas soluções não estão sempre prontas, disponíveis. Há que ir atrás. Buscar as existentes e adaptá-las às condições particulares.

Porém é necessário, antes de tudo, haver "vontade política" para chegar à resultados palpáveis. Agindo assim, estes chegarão!
Senão, vejamos:
- UMA ANÁLISE SUPERFICIAL -

Origem dos "Pontos de Alagamento":
1-"O excesso das águas de chuvas, impedidas de infiltrar-se para o subsolo, por estar o solo impermeabilizado com asfalto, pisos externos, telhados, escoam pela superfície deste, e pelo seu volume crescente acabam por colocar "em falência" o Sistema de Águas Pluviais" pois este não consegue escoar as grandes vazões para ele direcionadas pelas bocas de lobo e pelas galerias convencionais, e extravasando destas, criam o que chamaremos de "vazões excedidas" - excedem a capacidade de vazão do "Sistema" - e estas águas "excedidas" vão-se acumulando nas áreas mais baixos, gerando os danosos "Pontos de Alagamento".

Mudou a classificação das chuvas:
As chuvas de verão, mais fortes do que as usuais, são impropriamente chamadas de Excepcionais, porque hoje são, na verdade, praticamente Normais.
Porque? Porque esta classificação baseia-se nas consequências que são geradas pelas mesmas: 1- Excepcionais - se estas são assim. 2- Normais se estas são normais.
Mas tudo mudou.
O que eram consequências excepcionais, hoje se tornaram normais, pois uma chuva pouco acima da normal provoca consequências excepcionais. Como?
É que o crescimento vertiginoso de novas edificações nestas áreas levou à uma grande diminuição das áreas permeáveis do solo, e geraram esta importante mudança de Classificação.
Não há, pois, que usar as chuvas como "bode expiatório" destes alagamentos!

SOLUÇÔES: -
Houvemos por bem classificar como sendo duas as soluçôes:

1- SOLUÇÃO CLÁSSICA: Através do aumento do dimensionamento e execução de novas galerias de águas pluviais, para dar conta das "vazões excedentes", assim como limpar as bocas de lobo e as galerias que, no caso em tela, estão bem assoreadas com terra, areia, britas, restos de cal e cimento, oriundas das tantas obras nestes bairros.

2- SOLUÇÃO ECOLÓGICA: É de execução simples, econômica, rápida e eficaz e pode ser executada pelo próprio pessoal da Prefeitura.
A idéia é dirigir, as maiores parcelas possíveis das águas tanto normais como "águas excedentes" para seu "habitat" natural.
A solução natural impor-se-á desde que estas águas sejam encaminhadas para locais adrede preparados para tal fim; locais onde o uso racional da permeabilidade do solo foi preparado para garantir a infiltração destas águas.

Esta Solução deve ser implantada como complementar e auxiliar à Solução Clássica.

APLICAÇÃO:
Vamos enfocar o problema superficialmente, pois não possuímos dados a não ser os de algumas observações visuais e testemunhais esparsas, e que correspondem basicamente às consequências suportadas pelos munícipes da rua Clodomiro Amazonas e de suas travessas situadas na Vila Olimpía, desde a rua Fiandeiras até a Av. Juscelino Kubitscheck.
Mas a análise e suas conclusões poderão ser aplicadas alhures também, pois serão válidas, quando aplicadas em locais com características e circunstâncias similares.
Poderão também ser adaptadas quando as circunstâncias forem diversas.
Assim, enfocarei a problemática desta região.

Nesta área URGE aplicar a SOLUÇÃO CLÁSSICA e, concomitantemente, complementada, de forma harmônica, a SOLUÇÃO ECOLÓGICA.

Vejamos as áreas geradoras de "águas excedentes" e as áreas "importadoras" destas.
Aquelas são compostas por parte dos bairros paulistanos de Vila Nova Conceição e Ibirapuera, incluindo o Parque, mas a área real de alimentação de "águas excedentes" dos Sistemas de Águas Pluviais deverá ser delimitada numa planta com curvas de nível; as "importadoras" são a Vila Olimpía e o Itaim Bibi.

Para buscar evitar esta "importação" o melhor, a nosso ver, é usar a SOLUÇÃO ECOLÓGICA, a ser aplicada, a partir da Av. República do Líbano, nas correntes de água que dela descem pelas ruas transversais à Av. Santo Amaro, e que, atravessando esta, continuam por outras transversais em seguimento à aquelas- tais como rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, Fiandeiras, Santa Justina, Miguel Calfat - já na V.Olímpía e Itaim Bibi - e nestas inundando totalmente até as calçadas e impedindo a travessia destas ruas-, até desembocar na rua Clodomiro Amazonas, inundando-a com as águas adentrando por muitos imóveis comerciais, e isto, particularmente entre a rua Santa Justina e a Av. Juscelino Kubitscheck.

Esta SOLUÇÃO ECOLÓGICA deve ser executada especialmente nas ruas transversais, podendo também reforçar, na rua Clodomiro, à necessária SOLUÇÃO CLÁSSICA a ser aí executada.

A SOLUÇÃO CLÁSSICA solicitada à PMSP, consiste no dimensionamento e execução de uma nova galeria de águas pluviais, complementar à existente, para poder dar conta das "águas excedentes" - podendo ser executada na calçada de nºs ímpares, que é por onde desembocam estas águas -, e por cerca de 400m - "pequena extensão, grandes danos" - até desembocar na Galeria de Águas Pluviais da PMSP, com enorme capacidade de vazão - tem cerca de 4mx5m, enterrada na Av. Juscelino Kubitscheck, até o rio Pinheiros. O que se vê é faltar "caminho de fuga" para as águas na Clodomiro e "sobrar" na Av. Juscelino. Só falta "conexão"!!

Para as duas SOLUÇÕES sugeridas, de forma esquemática, serão necessários estudos para o seu dimensionamento e detalhamento.

Gostaria, antes, de aduzir: " que, em 31 de março passado, quase 2 dezenas de comerciantes das ruas Clodomiro Amazonas e Dr. Alceu de Campos Rodrigues, dirigiram à Sociedade Amigos do Itaim Bibi, via "contato@saibibi.com.br", SOLICITAÇÃO, para ser repassada à SUB-PREFEITURA de PINHEIROS, pedindo fosse aplicada esta Solução Clássica - não com esta nomenclatura pois era inexistente - à estas ruas.".
A SAIBIBI garantiu que o repasse foi efetuado."

A "SOLUÇÃO ECOLÓGICA" sugerida acima, pode ser, entre outras formas, materializada como uma sequência de "bocas de lobo", situadas no leito das sarjetas das ruas - já de uso da PMSP, não é portanto inovação alguma, é rotina -, tantas quantas forem necessárias para absorver as águas excedentes, com a novidade - esta sim - de que nos fundos das caixas das "bocas de lobo" sejam instalados, enterrados verticalmente no solo, 2 ou 3 tubos de drenos de cerca de 150 mm de diâmetro, com comprimento suficiente para, além da absorção das águas pelo terreno, pelos furos dos tubos ao longo dos mesmos, também atingir, no seu final, solo permeável que absorva as águas que neles emboquem.
Melhor se fossem poços absorventes mais profundos, chegando ao lençol freático.

Para evitar a penetração de sujeira nos tubos, o fundo das caixas deve ser revestido com bidin ou outro material permeável.

É necessário que estas caixas sejam instaladas desde o local onde tem origem as águas excedentes, para que elas não possam se acumular e agigantar o problema e inviabilizem a Solução por sua dimensão.

Importa "matar" o "monstro" enquanto é "matável"! Ou seja, no inicio de seu desenvolvimento!

É claro que a instalação destas "bocas de lobo" também na Clodomiro auxiliará na absorção das águas excedentes - ainda mais que ali o Lençol Freático é bem raso - , e terá boa capacidade de absorção.

Tanto é assim que, em um terreno próximo à esta rua, fizemos - de forma precária, é verdade - uma pequena perfuração no solo, de 14cmx14cm e somente 87cm de profundidade, mas mesmo assim absorveu uma vazão considerável, impressionante.

Vale a pena as Prefeituras, mas em especial a PMSP, analisar esta idéia e proceder à testes locais para averiguar a total potencialidade desta sugestão.

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À

LCGW e todos comerciantes citados ao fim das duas SOLICITAÇÕES logo abaixo mencionadas, vem por esta nova SOLICITAÇÃO, EXPLANADA NO ÍTEM 4 DESTA, CONFIRMAR e RATIFICAR o que nestas duas está posto, ou seja, em resumo, SOLICITAR urgente solução para o "Ponto de Alagamento" da rua Clodomiro Amazonas com a rua Prof. Alceu de Campos Rodrigues causador dos transtornos já reclamados e relacionados nas duas SOLICITAÇÕES anteriores, as quais passamos a resumir:

1- A primeira em 31 março último, com a intermediação da Sociedade Amigos do Itaim Bibi - Saibibi-:
1.1- Nesta, os transtornos sofridos por alguns comerciantes destas ruas estão nela individualmente detalhados e realçado o prejuízo decorrente da brutal desvalorização dos valores dos imóveis que já são vistos como imóveis micados, já que alagam, dificultando e desvalorizando sua locação.
1.2- Nesta está apresentada também uma análise suscinta tanto das origens deste Ponto de Alagamento: como e porque se forma e porque permanece cheio sem esvaziar.
1.3- Por último apresenta a SOLICITAÇÃO para a instalação de uma nova linha de galeria de águas pluviais pela rua Clodomiro Amazonas desde a rua Prof. Alceu de Campos Rodrigues até a Super Galeria de Concreto da Av. Juscelino Kubitscheck, isto numa PEQUENA EXTENSÃO de menos de 200m e que RESOLVERÁ GRANDES PROBLEMAS.
1.4- SOLICITA também URGENTE E RADICAL limpeza da galeria de águas pluviais existente nesta rua que está sobremaneira assoreada por detritos das novas edificações levantadas nesta área.

2- A segunda em 19 de setembro último, diretamente à esta Sub-Prefeitura de Pinheiros, pelo e-mail: lc.wagner@hotmail.com- no dia 20;
2.1- Nesta são repetidas, grosso modo, as mesmas informações e SOLICITAÇÕES feitas no dia 31 de março citado.

3- Cópias destas duas mencionadas estão anexadas à presente SOLICITAÇÃO.

4- A presente SOLICITAÇÃO:
4.1- RATIFICA as duas abaixo transcritas e acima resumidas;
4.2- E SOLICITA UMA SIMPLIFICAÇÃO para a execução de nova tubulação para nova galeria de águas pluviais entre as ruas Prof. Alceu de Campos Rodrigues e a Av.Juscelino Kubitscheck ligando-a à Super Galeria desta, pelo lado impar da rua Clodomiro Amazonas que não tem nenhuma rua transversal e lado este por onde chegam as águas "excedentes" oriundas da Av.Sto. Amaro pela citada rua Alceu e que podem, estas, serem totalmente dirigidas para esta nova galeria, aliviando bastante a galeria atual.
A nova galeria, é a nossa sugestão para facilitar, agilizar totalmente esta solução, deve transportar somente esta vazão "excedente" mais a originada na quadra mencionada da rua Clodomiro Amazonas. Esta tem toda condição de ser executada céleremente e o volume a ser retirado da galeria existente a aliviará de tal sorte que deve resolver tambem a da outra quadra.










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3 comentários:

  1. Isso tem que se resolver. Mais também acho que devemos ter mais consciência, a culpa não é apenas da estrutura da cidade, mais também da educação e orientação dos moradores com lixo e etc. Bela iniciativa Luiz, parabéns.

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  2. Luiz,
    Apesar da seca que paira aqui em Ribeirão Preto, a prefeitura da cidade já está trabalhando há meses para minimizar o problema dos alagamentos.
    Talvez a Capital tivesse que seguir o exemplo desta cidade do interior.
    Parabéns pela iniciativa.
    Abraço.

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  3. Em Florianópolis e em várias regiões de Santa Catarina a chuva tem causado estragos... as prefeituras tomaram medidas mas há ainda muito a melhorar da parte da administração pública e todos cidadãos. Abraço, boa iniciativa!

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